sexta-feira, 9 de abril de 2010

Recusando a proposta...

Olá pessoal! Tudo tranquilo por aí? Muito frio? Aqui as coisas estão quentes... bem quentes!

O post de hoje é, além de esclarecedor, uma resposta aos absurdos que ouvi e li de um diretor de uma federação estadual de tênis, que me reservo no direito de não dizer o seu nome, para evitar problemas maiores. A situação é um tanto quanto incômoda e quero aproveitar esse espaço para que os leitores do blog leiam, tirem suas conclusões, deêm opiniões e principalmente saibam em que situação deplorável se encontram as maiorias das entidades detentoras e responsáveis pelo tênis no nosso país.

Sei que o assunto vai causar polêmica, posso inclusive sofrer alguns tipos de represálias por expor aqui minha opinião, mas não me preocupo. O que mais quero é que todos nós, amantes do tênis, façamos a nossa parte e continuemos a lutar para que nosso esporte cresça, apareça e fique nas mãos de pessoas corretas que visem apenas benefícios para o tênis e não que olhem para seus próprios umbigos, ou seria "bolsos"?!?

Como adiantei no Twitter (www.twitter.com/claudiomiyamoto), no início da semana recebi um e-mail de uma federação solicitando uma reunião para discutir alguns assuntos sobre marketing. Como estou distante da sede de tal associação, achei por bem fazer um telefonema e me inteirar um pouco mais sobre os interesses deles, saber o que eles necessitavam da Paralella e sobretudo se o fato era real ou apenas especulação.

Fui atendido pela secretária do diretor de comunicação da tal federação. Ele iniciou a conversa com vários elogios sobre o trabalho desenvolvido pela Paralella em prol do tênis, se disse leitor do blog, citando inclusive alguns posts que ele havia gostado. Durante nosso papo, falamos sobre o tênis de uma forma geral, sobre os problemas que a grande maioria das confederações, federações e associações esportivas passam por falta de verba, incentivo e organização. Quando chegamos nesse ponto, ele me disse que sua federação estava querendo se atualizar. Que precisam urgentemente de "sangue novo" na diretoria, e que já estavam em busca de profissionais para diversas áreas, e que no marketing haviam pensado em mim. Fiquei lisonjeado, claro! Todo profissional que se dedica e trabalha duro em prol de alguma coisa, se sente orgulhoso quando recebe elogios ou uma proposta para assumir um novo desafio.

O diretor então perguntou se eu teria o interesse de gerir o marketing de sua entidade. Me falou sobre os benefícios que eu teria e fez uma proposta de salário, que confesso, era bem tentadora. Perguntei à ele quais eram os planos para o tênis daquele estado. Quis saber onde seria investida toda a verba que viríamos a arrecadar com os patrocínios e ações de marketing da federação. Teríamos uma equipe de juvenis que utilizariam esses recursos? Existiria a possibilidade dessa verba ser destinada e dividida entre os melhores tenistas juvenis daquele estado? Haveria disponibilidade de investimento em ações que pudessem aumentar o número de praticantes? A federação já faz ou planeja fazer algum tipo de trabalho social usando o tênis para tirar as crianças carentes das ruas?

Para minha surpresa, a resposta foi direta e reta: "isso não cabe a você decidir. O que a federação irá fazer com os recursos obtidos não diz respeito à você. Pagamos seu salário, você executa seu serviço e traz a "grana" que esperamos. É simples... Não precisa e não deve fazer tantas perguntas. É sim ou não!"


Respirei fundo, contei até 150 mil e mesmo morrendo de vontade de mandá-lo à "merda" (perdoem-me a expressão...), disse que iria pensar e que responderia até sexta-feira (hoje!). Na verdade eu não tinha o que pensar. A resposta já estava na ponta da minha língua, mas eu queria saber até que ponto aquilo poderia chegar. Confesso que passei os dias pensativo. Como eu queria que ele tivesse dado as respostas que eu esperava: "sim, temos um projeto social! A verba vai ser utilizada para o melhor desempenho dos nossos juvenis! Vamos organizar eventos para divulgar e difundir o tênis em nosso estado..." Ou que simplesmente me falasse: "vamos conversar sobre isso com mais calma, temos esse interesse sim!". Mas, não! Ele indiretamente disse tudo ao contrário... e eu tive a certeza de que os recursos seriam utilizados para outros fins e que o foco deles era outro!

Ontem a noite sentei em frente ao pc, comecei a escrever um e-mail "rasgado", falando tudo que eu pensara nos dias anteriores, mas desisti... Pensei melhor e escrevi dizendo que me sentira honrado com o convite, mas que pretendia continuar com meus projetos. Citei que não haveria como conciliar os trabalhos na federação com os trabalhos da Paralella e finalizei me colocando à disposição para ajudar no que fosse necessário, caso a entidade futuramente implantasse os projetos que havia dito à ele por telefone.

Fui dormir tranquilo, com a consciência tranquila. Lutei muito para colocar a Paralella no circuito do tênis. Foram meses de trabalho sem nenhuma retirada. Foram noites e noites acordado pesquisando, falando e negociando com atletas, pais, treinadores, empresários, diretores de marketing, investidores e etc. O início foi árduo, sofrido... Hoje a Paralella não é mais uma marca desconhecida. Tem sua credibilidade, tem sua missão, sua visão e seu valor também. Tem o princípio de trazer recursos ao tênis, contribuir para que ele cresça e não tirar, sugar, usufruir e ou se aproveitar de uma posição ou situação.

Pensei em todos os nossos agenciados. Naqueles que treinam diariamente, faça frio ou calor. Lembrei de quantos de nossos atletas deixam de lado sua infância, para se tornarem muito cedo "trabalhadores do tênis". Pensei nos pais que não medem esforços e que se sacrificam para que seus filhos continuem lutando em busca de seus sonhos. Imaginei os treinadores, que batalham e muitas vezes além de técnicos são psicólogos, amigos, pais, educadores e formadores dessa garotada toda. Abandonar tudo isso para me juntar a uma associação que apesar de teoricamente não ter fins lucrativos, a verba é destinada sabe-se lá para o que? NUNCA!

Acordei aliviado. Tinha feito a escolha certa, sem dúvida alguma.

Ao abrir os meus e-mails na manhã de hoje, recebi uma resposta não muito agradável por parte do diretor "espertalhão". Que em resumo dizia que muitas pessoas gostariam de ter a oportunidade que ele estava me dando e que eu, ao que ele achava um "cara inteligente", estava deixando escapar uma chance de me livrar dos meus "projetinhos" e sim, integrar uma entidade onde "as coisas realmente acontecem". E insistiu: "vou lhe dar uma chance de pensar mais alguns dias e me responder. Tenho a certeza de que ao avaliar bem, verá que o melhor a se fazer é aceitar nossa proposta... Pra que se preocupar com os filhos dos outros? Seja inteligente, pense nos futuros dos seus filhos!"


Mais uma vez eu respirei fundo. Me acalmei e respondi dizendo que talvez eu devesse ser um "burro" mesmo ao desperdiçar uma chance de ganhar um bom salário fazendo o que gosto (marketing, ok? E não o que eles fazem!), com pouco trabalho, pouca dor de cabeça e sem se preocupar com o futuro dos filhos dos outros. E que eu me achava mais "burro" ainda por não entender como uma pessoa com a sua idade, com a sua "bagagem" pudesse se orgulhar do que estava me propondo. Finalizei dizendo que ignorasse minha oferta de ajuda e apoio do e-mail anterior e avisei: "Espero que o Sr. esteja ciente que fiz minha escolha, não volto atrás e pretendo continuar com meus projetos com transparência e honestidade, coisa que talvez tal federação devesse usar como exemplo!".

O fato acontecido comigo, não é um caso isolado. Isso acontece diariamente em associações dos mais variados esportes. Diretores mal intencionados usam o nome de suas federações para benefício próprio, seja retirando e desviando verbas que deveriam ser destinadas ao esporte ou sugando o que podem das mensalidades e anuidades que nós, federados, confederados, atletas e organizadores de eventos esportivos suamos para conseguir.

Digo não! Me recuso a participar de algo que não esteja de acordo com os princípios éticos e morais da minha profissão, que fujam daquilo que aprendi dentro da minha casa com meus pais: caráter e honestidade acima de tudo!

Quero deixar claro que não estou generalizando as federações e seus diretores. É fato que temos sim alguns (raros!) abnegados que ainda acreditam e trabalham em prol do esporte com um único propósito: fazê-lo crescer...

É o que temos pra hoje! Tá bom o pra vocês?

Game, set and match...

Abraços

Claudio

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Precisando de tempo!!

Galerinha, boa noite!!!!!!

Sei que estou falhando um pouco com o blog, mas isso vai passar logo (espero!). Meus dias estão corridos, as obrigações de filho, pai, agente e etc, andam tomando tanto o meu tempo que minha veia de escritor (sic!) está ficando para trás, mas estou planejando mudanças... Sinto muita falta de escrever aqui, de ler os comentários e responder os e-mails que recebo.

Juro que tenho tentado, e muito, manter o blog atualizado, trazer notícias e novidades aqui, mas o relógio não colabora.

Tenho alguns textos já prontos que faltam ser revisados, estou preparando duas novas entrevistas e um artigo bem bacana feito com a opinião de treinadores para quem quer começar a jogar tênis...

Peço um pouco mais de paciência à vocês, em breve tudo se normaliza e o blog vai passar a ser mais constante.

Game, set and match...

Abraços

Claudio

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Curto e grosso!

Pra não falarem que eu não escrevo mais aqui, hoje dei um jeito de acelerar meus trabalhos e dar uma rápida passadinha para registrar os excelentes resultados obtidos pelo pessoal da Paralella na última semana.

• Circuito Unimed Seguros (Joinville-SC)



Na etapa de Joinville do Circuito Unimed, foram 3 títulos e 1 final entre agenciadas. Na categoria 14 anos feminino, a agenciada Julia Gomide (SP) venceu a paulista Mariana Humberg por 7/6 e 6/4.

Julia Gomide

Já a americanense Rebecca Andrade, agora treinando no Itamirim em Itajaí-SC, ficou com o título ao derrotar por 6/4 e 7/5, a catarinense Eduarda Santos.

Rebecca Andrade.

O destaque da etapa foi a "batalha" das agenciadas Giovanna Tomita e Mariah Plauth na final dos 18 anos feminino, após um longo e disputado jogo, Tomita ficou com a vitória por 7/6, 6/7 e 6/3.

Giovanna Tomita.

Fotos da premiação:






Parabéns as meninas da Paralella que fizeram bonito na etapa catarinense do maior circuito de tênis juvenil do país!

*Créditos das fotos: TRY SPORTS (www.trysports.com.br)


• Brasileiro Intecolonial de Tênis ( Cotia-SP)


Mesmo com pouco tempo para treinar, Ricardo Nitta mandou bem e ficou com o título brasileiro do Intercolonial de Tênis 2010. Torneio disputado apenas por descendentes da colônia japonesa, que em 2010 realizou sua 64ª edição ininterrupta do evento que tem como principal objetivo a integração da colônia nipobrasileira. Na final, Nitta derrotou Gustavo Kawassaki por 4/2, 1/4 e 10/7.

Ricardo Nitta, durante a premiação da categoria principal do Intercolonial.

Minha frustração por não ter conseguido ir disputar a chaves de duplas ao lado do Nitta, deu lugar ao orgulho pelo título do meu parceiro!! Parabéns, Sushi!! Mandou bem, man!!!

• Pascuas Bowl ( Paraguai)

As agenciadas Giovanna Baccarini, Flávia Araújo e Mariah Plauth também fizeram bonito no Pascuas Bowl, disputado no Paraguai. Nana Baccarini, mesmo jogando uma categoria acima da sua conseguiu dois excelentes resultados e só parou diante da também agenciada Flávia Araújo. Nas duplas, Nana caiu na segunda rodada ao lado da brasileira Giulia Perrone. Já Flavinha, chegou as quartas na chave de simples e na semi de duplas do torneio com a também brasileira Marina Danzini. A catarinense Mariah Plauth alcançou as quartas da chave de simples e semi de duplas ao lado da paulista Manoella Chiacchio.


Amanhã eu volto com outro post, falando um pouco mais dos resultados da galera e também do que é o Intercolonial de Tênis.

Game, set and match...

Abraços

Claudio