sábado, 16 de maio de 2009

Fico "P" da vida!

Incrível o descaso com o tênis feminino brasileiro! Não consigo achar em lugar algum as chaves do qualy, principal e duplas do Challenger de Santos. Os resultados dos jogos de hoje então, nem pensar...

Claro que eu já sabia que seria demorado para conseguir os resultados na internet, mas as chaves e a programação dos jogos de hoje e amanhã já deveriam estar no ar, pelo menos no site da ITF.

Depois o pessoal por aí diz que a imprensa não valoriza o tênis, que falta apoio da mídia, mas como eles vão divulgar se não encontram informação alguma do torneio? Com bola de cristal? Consultando a mãe Dinah? Ah, já sei ligando para alguma tenista que esteja disputando o torneio ou então indo assistir pessoalmente, né? Mas, e quem não tem contato com quem tá lá no torneio, como faz?

Como vamos saber os jogos que acontecerão, os horários, a programação se isso não está disponibilizado na internet? Será que ninguém parou pra pensar nisso? Que muitas vezes a falta de público nos torneios se dá pela falta de informação aos tenistas, imprensa e público em geral, que poderiam não lotar as arquibancadas, mas que com certeza os torneios teriam um número maior de expectadores, isso com certeza!

Não culpo a organização do Challenger de Santos, culpo a Confederação e a Federação que poderiam disponibilizar uma assessoria de imprensa para o torneio, espaço para divulgação em seus sites e ajudar na propagação do evento.

Ao entrar no site da CBT fiquei feliz ao ver que tinha lá um link com o torneio de Santos, mas ao abrir o link tive uma surpresa: nem a lista de inscritos consta lá... VERGONHOSO!

Ah, e isso não é privilégio só do tênis feminino não, muitos futures masculinos sofrem o mesmo problema. Já os torneios juvenis, com exceção dos eventos organizados por empresas como a TRY SPORTS, a situação é pior ainda... Melhor nem comentar.

Por exemplo: acabei de receber um release (inclusive com foto!) da assessoria de imprensa da TRY (que eles contratam, e não que alguém lhes fornece) informando os resultados das DUAS, pasmem, DUAS rodadas do qualy do Future de Uberlândia, o TENNIS CUP MEDILAR. Enquanto do Challenger de Santos, um evento que distribui US$ 25mil nem a relação de inscritos consegui ver em nenhum site, aliás, minto! Vi sim no site da ITF, mas quantas pessoas têm acesso à esse site?

Com o release da Try Sports, fiquei sabendo que o Higor Silva venceu seu primeiro jogo contra o Pedro Pedrão por 6/4 e 6/4 e foi derrotado na segunda rodada pelo uruguaio Dario Acosta (cabeça 14) por 6/4 e 6/1. Sei também que o Felipe Jensen de Campos caiu na primeira rodada frente ao também brasileiro Lucas Lopasso por 7/5 e 6/0. No site da organizadora, eu consegui uma foto do Higor durante seu jogo lá em Uberlândia...

Higor Silva, em quadra HOJE, pelo future de Uberlandia.

Deu pra entender o que eu estou falando?

Fiquei "puto" mesmo (desculpem o linguajar)! De nada adianta contratarmos esse ou aquele profissional para reorganizar o tênis brasileiro, se internamente não teremos estrutura para atender às necessidades deles... Uma pena, mas, o descaso com o tênis nacional é total.

Cansei de falar com "meias palavras", a verdade é essa: os dirigentes do tênis nacional sempre deixam à desejar! Entra um, sai outro e a coisa continua do mesmo jeito, a LESMA LERDA!

Fiquei irritado, estraguei o meu sábado, mas pelo menos não fiquei calado!

Amanhã eu faço o post sobre as mudanças do tênis que havia prometido no post anterior... ok?

Se alguém conseguir informações sobre o torneio de Santos, por favor me avisem!


Game, set and match...

Abraços

Claudio

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Rápido e rasteiro!

Estava com as malas prontas para ir à Santos assistir o Challenger Feminino e acompanhar os jogos das nossas agenciadas, mas os dois apartamentos que eu tinha visto pra ficar foram alugados e acabei ficando "sem-teto" e quando fui ligar nos hotéis, desisti. Tudo muito caro!

Resolvi então ficar por aqui mesmo, acompanhar os resultados através das conversas pelo msn com as meninas e torcer, torcer muito para que todas alcancem seus objetivos.

Enfim, a noite eu volto com um post bem legal falando das diferenças do tênis atual com o tênis quando eu era juvenil.

BOA SORTE, GAROTAS!
VAAAAAMOS TIMEEEE!

Game, set and match...

Abraços

Claudio

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Boas novas do mundo da Paralella!

Apesar de eu gostar muito de escrever artigos como os anteriores e de ter percebido que a maioria do pessoal aqui também prefere esse tipo de post, eu já estava sentindo falta de colocar notícias da Paralella no blog.

Pra começar o post, quero contar à vocês que nas noites de domingo, segunda e terça alguns agenciados da Paralella fizeram uma reunião no MSN. O Carlos do Val puxou a fila, convidando outros tenistas para um papo muito divertido e que a cada dia fica mais engraçado. Os "chats" da galerinha acontecem sempre por volta das 20h30 e tem contado com a participação da Luiza Sonnervig, Vanessa Tavares, Giovanna Tomita, Giulia Andreazza, Stefânia Haddad, Giovanna Baccarini, Raquel Piltcher, Ricardo Nitta, André Baccarini, eu e o "moderador" Carlão do Val.


Carlão é o "moderador" do chat da Paralella...rs...

Além das brincadeiras, do papo descontraído, há também uma conversa bacana sobre tênis com a troca de informações sobre torneios e claro, sobre o Encontro da Paralella. A idéia inicial dessas "reuniões" foi do Carlão, e eu acredito que a galera esteja curtindo... Os demais agenciados que queiram participar e dar boas risadas com a galerinha é só me chamar no MSN. Pra quem nao tem meu MSN ainda: msn@paralella.com.br , ok?

Vamos então às novidades da Paralella:


• ISADORA CUNHA BUSCH

Isadora Busch é a mais nova agenciada da Paralella.

Após meses de negociações e conversas, no último domingo acertamos o agenciamento da tenista baruense. A Isadora é uma tenista que já observava há muito tempo, mas que uma série de fatores não permitiram que fechássemos essa parceria antes. A Isa vem treinando atualmente com o competente técnico Rodrigo Simoni, um grande amigo e irmão do nosso eterno agenciado Alexandre Simoni. A tenista está disputando a categoria 18 anos e inicia seu trabalho de profissionalização buscando novos desafios.


Com o acordo entre a Paralella e a Isadora, o time juvenil e de transição passa a estar completo e agora só teremos vagas caso haja a desistência ou cancelamento de outros tenistas. Já no time PRO, ainda resta uma resposta de uma tenista que iniciamos a negociação em fevereiro e devemos acertar com ela ainda esse mês.

Bem vinda à família Paralella, Isa!!!!!!!!



• Meninas no Challenger de Santos

Monique, Roxane e Raquel disputam o Challenger de Santos.

As agenciadas Roxane Vaisemberg, Monique Albuquerque, Raquel Piltcher, Stefânia Haddad e Isadora Busch disputam à partir do próximo sábado o Challenger de Santos, que distribui US$ 25 mil em premiação. Com excessão de Roxane, todas as outras tenistas buscam uma vaga no qualifyng do torneio de Santos.

Roxane e Raquel repetem em Santos a parceria vice-campeã nas duplas do Future de Portugal.

É quase certeza que eu vá até Santos acompanhar alguns jogos do qualy e encontrar com as meninas. Agora a torcida é para que elas não se enfrentem nas primeira rodadas e consigam brigar pelas vagas na chave principal. Vamô timeeeeeeeeee!!!!!!!!!

• Campeonato Brasileiro Intercolonial de Tênis

Acontece nas quadras do Coopercotia Atlético Clube, na cidade de Cotia-SP, o Campeonato Brasileiro Intercolonial de Tênis, que em sua 63ª edição ininterrupta espera contar com mais de 2 mil pessoas nas dependências do Coopercotia, que tem o tênis como principal esporte praticado pelos seus associados.

O torneio, que só pode ser disputado por tenistas com descendência japonesa, é reconhecido pela Federação Paulista de Tênis e pela Confederação Brasileira de Tênis e é motivo de orgulho para toda a comunidade nipo-brasileira, por ser considerado o torneio mais antigo do gênero. O Intercolonial conta com a participação de mais de 500 tenistas de São Paulo, de outros estados brasileiros e de países como Estados Unidos, Japão e Peru.

Nitta e Eu formaremos a "Paralella Double" no Brasileiro Intercolonial de Tênis.

Eu e meu parceiro Ricardo Nitta, estaremos representando a Paralella nas chaves masculinas de simples e de duplas nas categorias Adulto e Principal. A agenciada Giovanna Tomita é outra tenista da Paralella que também pode disputar o torneios na categoria Juvenil até 18 anos.

Nitta me passando instruções durante o Intercolonial Interclubes de 2008.

Nitta, de Mogi das Cruzes-SP, disputará a categoria Principal, em simples e duplas e a categoria Adulto de duplas. Eu, vou tentar a sorte na categoria Adulto, nas chaves de simples e de duplas ao lado do Ricardo, formando a dupla da Paralella que estamos ensaiando desde o ano passado, no Brasileiro Intercolonial Interclubes.

Meninos no Future de Uberlândia


A
Paralella também estará bem representando no II Tennis Cup Medilar, que será disputado nas quadras do Praia Clube de Uberlândia-MG. Leandro Ribeiro, Carlos do Val , Felipe Jensen de Campos e o juvenil Higor Silva disputarão o duro qualifying buscando conquistar a vaga para a chave principal do torneio que distribui US$ 10 mil em premiação.

O destaque do torneio é o mineiro
Higor Silva, que com apenas 15 anos disputa pela segunda vez um torneio da série Future e se promete surpreender os tenistas mais experientes na luta pelo seu primeiro ponto no ranking profissional.

BOA SORTE à todos os agenciados da Paralella no Future de Uberlândia.

Higor Silva, de apenas 15 anos, joga pela segunda vez o Future mineiro.


Jensen e Sardelli caem no CNIP de Guarulhos

Os agenciados Felipe Jensen de Campos e Danilo Sardelli disputaram o Campeonato Nacional de Incentivo Profissional (CNIP 05) de Guarulhos-SP e foram derrotados pelo tenista Guilherme Destefani nas oitavas e semi-final, respectivamente.

Danilo fez um jogo duro e demorado contra Destefani e perdeu com parciais de 4/6, 6/4 e 6/4. Já Felipe, que buscava uma vaga na final sentiu o cansaço dos 4 jogos anteriores que venceu para chegar à semi e não resistiu ao jogo regular do paulista, sendo derrotado por 2 sets a 0 com parciais de 7/6 e 7/5.

Os tenistas agora se preparam para as disputas de outros torneios da série Future e também CNIP's em busca da profissionalização.

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Amanhã tem mais, galera!


Game, set and match...

Abraços

Claudio






segunda-feira, 11 de maio de 2009

Definindo objetivos...

Para finalizar a série de posts com assuntos que "dão pano pra manga" vou falar um pouco de uma conversa que tive com um treinador sobre torneios abertos, estaduais, nacionais e internacionais, bem como dos objetivos que os tenistas em geral devem ter ao escolherem o tipo de torneio que irão participar.

O meu melhor laboratório e fonte de pesquisa são os torneios de grande expressão como o
Banana Bowl, as etapas dos circuitos Credicard e Unimed e os torneios Futures. São nesses eventos que converso com treinadores, pais, atletas de todas as categorias, enfim com gente que respira tênis 24h por dia.

Foi lá em São Paulo, durante as disputas do
Banana Bowl, que conversei com um renomado treinador (que não vou citar o nome para evitar maiores problemas!) e fiquei empolgado com a forma dele trabalhar com seus tenistas juvenis. Usando um papo aberto e bem realista, ele me contou que antes de colocar um atleta em seu time competitivo tem uma conversa muito franca com o tenista e seus pais. Nesta conversa ele procura saber quais são os objetivos do atleta, a disponibilidade dos pais para que ele alcance seu intuito e à partir daí é que começa a traçar um plano de treinamento e um calendário de torneios para seu tenista.


Segundo ele, se a intenção do tenista é se profissionalizar ou ganhar uma bolsa em uma Universidade fora do país, o caminho usado devem ser os torneios mais fortes, com nível técnico mais alto e com adversários duros de serem vencidos, mas que dão ritmo e contribuem para que seu tenista obtenha mais experiência. Seriam os torneios nacionais e os famosos
COSAT's. Para os tenistas menores e iniciantes, ele orienta que comecem jogando torneios e eventos de clubes e academias, popularmente chamados de "abertos" e em seguida comecem a disputar torneios estaduais, se preparando para as disputas dos torneios nacionais. Na sua opinião, isso deve acontecer quando o tenista tem entre 12 e 14 anos.

Ainda em nossa conversa (que durou horas e foi muito produtiva), ele me disse que atualmente tem voltado seu trabalho com duas equipes de competição que ele mesmo denomina como:
"Focada" e "Papa Troféu"!

A equipe
"Focada", são aqueles tenistas que buscam experiência nacional e internacional, que participam de torneios mais fortes e que não se preocupam com resultados imediatos. São os tenistas que têm como objetivo a profissionalização e ou um intercâmbio.

Já a equipe
"Papa Troféu", como o próprio nome diz, é formada por tenistas que querem ganhar o maior número de torneios possíveis, que querem colocar mais um troféu na estante de seu quarto e que não têm como meta a profissionalização.

Quando perguntei à ele, com qual ele gostava mais de trabalhar, a resposta foi clara:
"Com a Focada!". Claro que não fiquei surpreso com a sua resposta, mas o que me surpreendeu mesmo foi a explicação do por quê da sua escolha. Ao invés de falar que era pelo fato dos meninos serem mais dedicados, jogarem melhor e serem mais focados, ele disse que sua escolha se dava pelo fato de que na "Papa Troféu" os pais cobravam mais resultados dos seus filhos, quando esses voltavam pra casa sem nada para colocar na estante. E foi ainda mais longe, dizendo que comercialmente falando, a "Papa Troféu" traria um retorno muito maior em exposição na mídia, caso ele explorasse os resultados dos garotos, mas que sua metodologia de trabalho era o da "QUALIDADE" e não da "QUANTIDADE".

Disse ainda que preferia divulgar um resultado expressivo ao mês, que semanalmente divulgar a conquista de um tenista seu em um torneio com apenas 4 tenistas na chave, e assim por diante.

Continuou dizendo que é muito importante
incentivar o atleta para que vença os torneios, que todos mereciam sim ter seus resultados divulgados independente do nível do torneio e da quantidade de inscritos, mas que para isso é necessário ter muito cuidado para que os resultados não "subam à cabeça" dos tenistas e não os iludam de que já são vencedores sem nem terem conquistado nada de concreto ainda.

Finalizou dizendo que muitos juvenis
"tiram o pé do acelerador" e relaxam nos treinamentos quando começam a ganhar muitos torneios e que outros juvenis acham que já estão "jogando muito" pelo fato de vencerem um ou outro torneio menor. Concluiu dizendo que, isso é muito preocupante, pois quando forem para os torneios maiores, a realidade pode ser outra e que um troféu não poderia jamais tomar o lugar do objetivo ou de um sonho.

Concordei com o que ele disse, e quando fui para o hotel naquela noite fiquei pensando em todos os treinadores amigos que tinha atendido nos últimos anos e fiquei imaginando quais deles tinham tentistas
"Focados" e quais tinham os "Papa Troféu". Confesso, que cheguei a conclusão de que eu mesmo já fui um pouco "Papa Troféu" no início da Paralella, quando um ou outro agenciado ganhava um torneio estadual ou local por final de semana e eu fazia questão de divulgar.

Hoje tudo mudou, a maioria de nossos agenciados não estão com o ranking que teriam caso jogassem torneios de menor expressão e só divulgamos os resultados deles nos torneios maiores ou de nível mais forte como as etapas de estaduais e interclubes. A maioria deles estão tentando a sorte nos torneios mais difícieis, as vezes jogando categorias acima das suas e buscando um objetivo traçado por eles e seus treinadores.

Prova disso é a participação dos nossos agenciados em torneios jogando em categorias acima das suas de origem. Por exemplo:

- Higor Silva: com apenas 15 anos fará sua segunda participação em um qualifying de um Future. Sua estréia foi com 14 anos no qualy de Uberlândia;


- Leandro Ribeiro: fez seus primeiros pontos na ATP quando ainda tinha 16 anos;


- Flávia Borges: pontuou na ITF com 15 anos, dando preferência à torneios internacionais;


- Luíza e Mariana Sonnervig: Com 17 anos já haviam disputado diversos qualys de Futures e um qualy de Challenger. Mariana já tem pontos no ranking profissional;


- Stefânia Haddad: com 16 anos, vem disputando torneios na chave de 18 anos;


- Raquel Piltcher e Monique Albuquerque: ainda juvenis integraram a equipe de treinamento da equipe brasileira da FED CUP. Monique integrou o time que foi ao Canadá e participou de uma partida de duplas. Raquel por sua vez já conquistou o vice-campeonato de duplas no Future de Portugal. Ambas têm 17 anos.


Claro que alguns deles, aproveitam suas folgas no calendário para disputarem alguns torneios menores em busca de ritmo, confiança e até como treinamento. O que acho muito válido. Mas, seu foco sempre deverá estar voltado para os torneios mais complicados.

Na minha opinião, quanto mais torneios acontecerem, melhor! Fico feliz quando vejo vários torneios de todos os níveis num mesmo final de semana, isso demonstra que o tênis está crescendo. Parto do princípio que deveriam existir torneios de todos os tipos, para todas as idades, níveis técnicos e categorias, mas que sejam bem organizados e que independente de contar pontos para o ranking ou não, deveriam ser mais prestigiados pelos amantes do tênis.

Acho também que até mesmo os atletas com
alto rendimento, tanto juvenis como em transição, deveriam participar mais dos torneios internos e abertos de seus clubes, academias ou cidades. Alimentando o desejo de outros garotos de um dia quem sabe estarem ali no seu lugar. Desde que, isso não atrapalhe o calendário nem o objetivo traçado anteriormente.

Fico desmotivado quando vejo um garoto ou garota já com uma idade avançada para o tênis, competitivo, que mal orientado pelo seu treinador (se assim podemos chamá-lo), acredita que vencer 1, 2, 3, 4 ou 5 torneios internos, abertos,
"piratas" ou seja lá qual for o nome, comece a se achar uma fera no esporte e o pior, a desmerecer outros colegas de treino. Com isso, o foco passa a ser número de troféus conquistados, a fama que acreditam ter por ganharem "n" torneios e esquecem do principal que é a sequência da sua carreira.

Conheço inúmeros treinadores que fazem de tudo para que seus atletas entendam o verdadeiro significado da palavra
HUMILDADE, esses guerreiros do tênis passam por mals bocados dentro e fora de quadra. Algumas vezes ouvem desaforos de atletas e pais, cuidam de um tenista como se fosse seu filho e na primeira oportunidade que eles têm, abandonam o barco deixando o treinador a ver navios. Respeito imensamente o trabalho deles, pois como diria um velho amigo: "se o tenista joga bem e vence, o mérito é todo dele. Se ele perde e joga mal, a culpa sempre é do treinador!".

Precisamos rever nossos conceitos! Precisamos de mais seriedade nos trabalhos dentro e fora de quadra... Só assim teremos o tênis brasileiro no lugar onde merece.

• Para a garotada refletir:

- Agora é hora de treinar, suar a camisa e ralar muito em busca de um objetivo ou sonho. Os troféus serão conseqüência desse trabalho;

- O que vale mais: um objetivo alcançado ou uma prateleira cheia de troféus?;

- Dá pra se comprar um lugar no topo? E um troféu?

- Seu treinador foi duro com você? Te falou algumas verdades que você não gostou? Escute, assimile e leve contigo para toda a vida, um dia essas críticas vão te servir para muita coisa.

Pense, reflita e defina seus objetivos!


Game, set and match...

Abraços

Claudio