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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009


Voltando aos artigos, hoje quem nos escreve é o publicitário André Baccarini, profundo conhecedor de marketing e que já atuou em departamentos da área em grandes empresas. Atualmente, André é sócio da Amistà Active Branding e continua sua luta em prol dos esporte brasileiro.

Apaixonado pelo tênis, Baccarini é figura conhecidíssima no circuito nacional, seja acompanhando sua filha nos torneios infanto-juvenis ou "suando a camisa" fora das quadras na busca por recursos para o tênis brasileiro.



Olá pessoal!


Há alguns dias o Cláudio pediu para que escrevesse algo para o blog. Para quem não me conhece, sou publicitário, trabalho com marketing esportivo e tenho uma filha tenista (infanto-juvenil).


E ontem, após uma longa conversa pelo MSN, ficou confirmado que temos uma mesma preocupação: incentivar e ajudar os tenistas infanto-juvenis. Não só como “conselheiros” e amigos, mas também na parte financeira, através de busca de patrocínios de materiais esportivos e verba.


Todos nós sabemos que um tenista não é só feito de talento e treinamento. Precisa de incentivo financeiro. E que na maioria dos casos, os pais são os “atletas” fora das quadras que precisam suar muito para contribuir com esta parte, seja com aporte direto ou em busca de amigos para patrocinarem seus filhos. Esta busca é extremamente válida, mas dou uma dica: contem sempre com uma empresa especializada para assessorá-los, pois muitas vezes o pai acaba colocando a emoção no relacionamento comercial e fica muito mais pelo favor do que como negócio. Afinal de contas o tenista, além de atleta, é um produto.


Aliás, este é um ponto que as empresas precisam enxergar melhor como oportunidade. Em momentos de crise, a primeira coisa que se fala é em corte de verba, e muitos entendem como interromper seus investimentos. Mas é neste momento que se deve buscar oportunidades. E sem dúvida, ter a sua marca atrelada ao esporte, principalmente na formação de um atleta é uma delas. Se você é ou conhece um empresário, venda esta idéia. É um investimento baixo para a empresa e traz valores muito positivos para a marca.


E com incentivo, temos mais chances de aparecerem outros Gugas!


Bom, é isso e espero estar por aqui mais vezes.


Abraços e sucesso !!!!


André Baccarini


------------------------------------------------------------------------------------------------- QUEM É ANDRÉ BACCARINI?

André Baccarini é publicitário formado pela UNIP e atua na área de marketing há 23 anos. Trabalhou em empresas como Citibank, Rapp Collins, NET, Santander e hoje é sócio da AMISTÀ ACTIVE BRANDING - agência de marketing esportivo e entretenimento.


E-mail: andre@amista.com.br
Site: www.amista.com.br



quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

RAZÃO X EMOÇÃO

Pô, fiquei "down" ontem... de verdade!

Não deveria trazer certos problemas que tenho lá fora para dentro do blog. Mas, confesso que foram 3 grandes decepções (no mesmo dia) que aqui foi a única "válvula de escape" que encontrei para extravazar toda minha frustração ao ver que muitas pessoas ao invés de pensar no bem do tênis em geral, pensam apenas no seu benefício (dizendo o contrário, é lógico!).

Meus pais sempre me disseram que eu tinha que agir mais com a razão, que quando eu estava tomado pela emoção não conseguia tomar as decisões corretas. Eu sempre teimava, ficava insistindo que esse era meu jeito e não iria mudar. De fato até hoje não mudei... Apenas controlei a intensidade das minhas emoções com um pouco mais de razão.

Quando decidi trabalhar com marketing esportivo em 2001, meus pais me disseram: "Já que você jogou tênis, por que você não trabalha com tenistas?". Eu, sempre teimoso, fui trabalhar com futebol. Era mais emocionante.

Nem preciso dizer o que aconteceu, né? Fiquei meses sem receber meus salários, passei inúmeras contrariedades e a única emoção que tive foi a de abrir um envelope, que em outras palavras dizia: DANÇOU!!!!! NÃO TEMOS DINHEIRO PARA PAGAR... SE QUISER ENTRE NA JUSTIÇA!

Foi tão emocionante quanto andar na montanha-russa do Hopi Hari! Primeiro o ânimo na subida (ao receber o envelope) e depois susto na descida!(ao ver a frase e nada do dinheiro) rs...rs...


Porém, foi com a emoção que tomei a decisão de lançar a Paralella, e não me arrependo nem um pouco disso.

Hoje, estou aqui trabalhando com tênis, para o tênis e pelo tênis. É certo que ainda passo algumas (várias!) contrariedades, mas isso faz parte do jogo. É ou não é?

Se eu fosse pensar como muitos pensam, continuaria trabalhando com Publicidade e Propaganda, estaria atendendo empresas, desenvolvendo planejamentos e participando de reuniões vestindo calça social, camisa e sapatos. Teria algumas empresas como clientes, uma boa renda mensal e estaria "gordo e sedentário". Mas, com dinheiro no bolso.

Eu queria mais.
Queria fazer algo pelo esporte!

Depois de cinco anos, peguei os conselhos que meus pais haviam me dado, juntei com todo o incentivo que sempre recebi da Larissa e decidi lutar pelo meu sonho.

Deixei de atender alguns clientes de comunicação corporativa, parti novamente para o marketing esportivo, desta vez no esporte certo... Pelo menos, eu acho que é! Deve ser, né?



Agi mais uma vez com a emoção. Emoção que me fez querer estar envolvido mais uma vez com o marketing e a comunicação voltada ao esporte. Que fez com que eu trocasse o certo pelo incerto; a roupa social pela bermuda, "camiseta de torneio" e um confortável par de tênis; as reuniões em salas fechadas com ar-condicionado e mesa de reuniões pelo sol forte ao lado de uma quadra de tênis, com a "bunda fritando" na arquibancada ao assistir um jogo de um agenciado ou durante a negociação de um evento com o caderno ou o computador no colo.


Essa emoção me faz sentir vivo! Tal emoção me "cegou" sobre quanto deixaria de ganhar, e principalmente sobre o risco que correria de tudo dar errado... Essa mesma emoção, me deu forças para contrariar à todos aqueles que zombaram, riram e duvidaram que um dia a Paralella pudesse dar certo, e hoje ela está aí: firme, forte e com atletas e parceiros dos quais me orgulho demais!

E os "do contra"? Bem, eles insistem em dizer que não sabem ou que não acompanham o que estamos fazendo. Mas, na verdade eles:

SABEM SIM!

Mas, têm muita dor-de-cotovelo
para assumir que estavam errados!

Tennis Elbow, a famosa dor-de-cotovelo dos tenistas!

Todos os meus verdadeiros amigos, os pais de tenistas e agenciados da Paralella sabem que o meu principal objetivo é o crescimento do tênis. O lucro (que toda e qualquer empresa visa) acontecerá naturalmente, já que o nosso trabalho é bem feito, desenvolvido com seriedade e sobretudo com amor. Muito amor!


Amo o que faço! Tenho uma verdadeira paixão em ouvir as histórias de todos os tenistas que fazem meu msn "pipocar" toda segunda-feira para me contar os resultados de seus jogos e se jogaram bem ou mal. Amo ser cobrado por eles, quando seus resultados não foram divulgados no blog, ou por demorar demais para responder suas mensagens também no msn. Me divirto quando um deles aposta comigo que pode vencer "fulano" ou "beltrano" em troca de uma camisa da agência e até mesmo quando me pressionam sobre seus futuros patrocínios. É muito bom saber que além da minha pequena Isabella, tenho mais 22 filhos para torcer, ouvir, dar conselhos e até mesmo umas broncas quando necessário.

A verdade é que, mesmo sem saber se um dia farei "poupança" com a Paralella, hoje sou profundamente realizado profissionalmente e grato por tudo que o tênis me proporcionou.

Ele fez sua parte. É hora de fazermos a nossa!

A
emoção me faz acreditar que um dia nosso país terá um programa de incentivo para nossos tenistas juvenis. A razão me faz lembrar que vou precisar ter muita disposição (e paciência!), se eu quiser ser umas das "formiguinhas persistentes" que podem ajudar isso a acontecer.

E você, quer ser uma dessas "formiguinhas"?

Tamô junto??



Game, set and match... (mais sólido do que nunca!)

Abraços

Claudio